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Os 5 Erros Mais Comuns que Impedem a Aprovação na Certificação de Placa Preta

  • Foto do escritor: Edu Santos
    Edu Santos
  • 29 de jul. de 2025
  • 4 min de leitura
Fusca branco 1985 e Fusca cinza 1983

A Resolução CONTRAN nº 957/2022 estabelece critérios claros e objetivos para a certificação de veículos de coleção, mas a interpretação e aplicação prática desses requisitos ainda geram dúvidas entre os proprietários. Compreender esses pontos críticos pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso no processo de certificação, economizando tempo, dinheiro e frustrações desnecessárias.


Erro 1: Desconhecimento dos Critérios de Originalidade


O primeiro e mais grave erro que observo regularmente é a falta de compreensão sobre o que realmente constitui "originalidade" segundo os critérios oficiais. Muitos proprietários acreditam erroneamente que um veículo precisa estar exatamente como saiu da fábrica para ser aprovado, quando na verdade a legislação permite certa flexibilidade, desde que respeitados os parâmetros técnicos estabelecidos.


A Resolução CONTRAN determina que um veículo original deve atingir no mínimo 80 pontos de um total de 100 na avaliação de originalidade. Isso significa que algumas modificações ou substituições de peças são aceitáveis, desde que não comprometam as características fundamentais do veículo. O sistema de pontuação considera diversos aspectos, incluindo motor, transmissão, carroceria, chassi, suspensão, freios, sistema elétrico, acabamentos internos e externos.


Frequentemente recebo veículos cujos proprietários substituíram componentes originais por peças "melhoradas" ou mais modernas, acreditando que isso aumentaria as chances de aprovação. Na realidade, ocorre exatamente o contrário. Um exemplo comum é a substituição do carburador original por um sistema de injeção eletrônica, ou a instalação de rodas de liga leve em um veículo que originalmente utilizava rodas de aço estampado. Essas modificações, embora possam melhorar o desempenho, reduzem significativamente a pontuação de originalidade ou até mesmo reprovam o veículo.


Outro aspecto mal compreendido relaciona-se às peças de reposição. Muitos proprietários pensam que apenas peças originais de fábrica são aceitas, mas se permite o uso de peças de reposição que mantenham as mesmas especificações técnicas e características visuais das originais. O importante é que essas peças sejam compatíveis com a época de fabricação do veículo e não introduzam tecnologias anacrônicas.


Erro 2: Negligência na Documentação do Veículo


A segunda causa mais comum que impede o processo de Placa Preta está relacionada à documentação inadequada ou incompleta do veículo. O Certificado de Registro do Veículo deve estar em perfeita ordem, com todas as informações corretas e atualizadas. Discrepâncias entre os dados do documento e as características físicas do veículo são motivo imediato de reprovação. É surpreendente quantos proprietários comparecem à vistoria com documentos que apresentam informações incorretas sobre cor, motor, ano de fabricação ou outras características básicas.


Veículos com placas amarelas precisam ser atualizadas para só depois se iniciar o processo da Placa Preta.


Erro 3: Estado de Conservação Inadequado


O terceiro erro mais frequente relaciona-se ao estado geral de conservação do veículo. Muitos proprietários acreditam que a originalidade é o único critério relevante, negligenciando aspectos fundamentais como funcionalidade, segurança e apresentação geral. Um veículo pode ser completamente original, mas se não estiver em condições adequadas de conservação, não será aprovado para certificação.


A legislação exige que veículos de coleção estejam "em condições para circular em via pública". Isso significa que todos os sistemas essenciais devem estar funcionando adequadamente, incluindo freios, direção, iluminação, sinalização e suspensão. Não é suficiente que essas peças sejam originais; elas devem estar em perfeito estado de funcionamento e segurança.


Problemas de carroceria são particularmente críticos. Ferrugem excessiva, especialmente em pontos estruturais, pode resultar em reprovação mesmo que o veículo seja completamente original. Reparos mal executados, uso de materiais inadequados ou técnicas de restauração questionáveis também são motivos de reprovação. É comum encontrar veículos que passaram por "restaurações" amadoras, com soldas mal feitas, uso de massa plástica em excesso ou pintura de baixa qualidade.


O interior do veículo também recebe atenção especial durante a avaliação. Bancos rasgados, painéis danificados, carpetes em péssimo estado ou ausência de componentes originais do habitáculo afetam negativamente a pontuação. Muitos proprietários concentram seus esforços na mecânica e na parte externa do veículo, negligenciando o interior, que representa uma parcela significativa da avaliação de originalidade e conservação.


Erro 4: Escolha Inadequada da Entidade Certificadora


Somente clube de veículos antigos credenciados ao SENATRAN podem avaliar e emitir o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL). Alguns proprietários optam pela entidade mais próxima geograficamente ou pela mais barata, sem considerar a especialização e experiência dos avaliadores.


O relacionamento entre o proprietário e a entidade certificadora também é importante. Clubes que oferecem orientação prévia, permitindo que o proprietário compreenda os critérios de avaliação antes da vistoria oficial, tendem a ter taxas de aprovação mais altas. Essa orientação prévia pode identificar problemas que podem ser corrigidos antes da avaliação formal, economizando tempo e recursos.


Erro 5: Falta de Preparação Técnica e Conhecimento Específico


Cada veículo possui características técnicas específicas que devem ser respeitadas durante a avaliação. Especificações de motor, transmissão, suspensão, freios, sistema elétrico e acabamentos variam não apenas entre marcas e modelos, mas também entre anos de fabricação do mesmo modelo. Proprietários que não dominam essas especificações técnicas frequentemente fazem escolhas inadequadas durante o processo de restauração ou manutenção.


A preparação física do veículo para a vistoria também é frequentemente negligenciada. Veículos apresentados sujos, com fluidos vazando, componentes soltos ou em estado geral de desorganização transmitem uma impressão negativa aos avaliadores. A apresentação cuidadosa do veículo, incluindo limpeza completa, organização do compartimento do motor e verificação de todos os sistemas, demonstra seriedade e cuidado por parte do proprietário.


Agora que você já conhece os principais erros que podem impedir a aprovação na certificação de Placa Preta, evite prejuízos e perda de tempo. Conte com quem entende do assunto para uma pré-avaliação segura e sem compromisso. Se o seu antigo tem potencial, nós ajudamos a garantir que ele conquiste a tão desejada placa preta.

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